Vidro temperado pode ser usado em fachadas, lojas e halls

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Vidro Temperado

Transparente, colorido ou extraclear, o vidro temperado tem como principal característica técnica a maior resistência à flexão e a choques, além de ser menos espesso do que um laminado equivalente com chapas de floats. É comum ver um temperado em portas de agências bancárias, lojas e hall de edifícios.

Durante o processo de têmpera, a placa de vidro ‘caminha’ sobre um conjunto de roletes metálicos revestidos, primeiro num forno que atinge a temperatura ideal e, em seguida, por uma câmara, onde o ar frio é soprado por cima e por baixo. Com isso, as superfícies do vidro são resfriadas e enrijecem mais rápido do que nas áreas centrais da placa. Essa situação de a parte interna ficar com tensões de expansão e as superfícies em tensão de tração – não deixando o vidro expandir mais –, cria a situação de têmpera. Ou seja, o vidro fica tenso e apresenta maior resistência a quebras e deformações.

  

FENÔMENOS VISUAIS

Seja em janela ou em fachada, esse vidro só deve ser instalado acima do peitoril, porque o temperado é passível de quebra espontânea, deixando o vão sem guarnição e levando risco aos ocupantes do imóvel. Nessas áreas, a norma técnica obriga o uso de vidros laminados que, se eventualmente quebrarem, permanecem unidos à película de laminação. Ou seja, o vidro de segurança por excelência é o laminado.

O fenômeno roller wave está relacionado com a distância entre os roletes e o seu diâmetro, ou seja, no processo de ‘rolar’ sobre esses elementos, o vidro é deformado por ondulação entre os roletes. O resultado é o aparecimento de marcas de ondulação, pouco perceptíveis no vidro temperado. Nas boas têmperas da indústria de transformação, a relação diâmetro/distância entre roletes, e a combinação com a velocidade da passagem do vidro é mais adequada, o que reduz o efeito roller wave, que é imperceptível.

Já o overall bow é a tendência de ocorrer o empenamento do vidro como consequência do processo de aquecimento seguido do resfriamento, quanto maior a placa, maiores as possibilidade de ocorrer esse efeito.  No caso do overall bow, a peça deve ser descartada, pois não servirá para encaixar no vão, encaixilhar ou laminar.

USO RESTRITO

Como no Brasil não há esse tipo de controle de laboratório, o vidro temperado nunca deve ser usado em coberturas. Exceção feita ao vidro temperado laminado, pois, se quebrar, os fragmentos ficarão presos na película da laminação. Essa é uma solução de segurança e que resulta num vidro laminado de menor espessura, do que aquele que emprega chapas de vidro float.

É comum o uso do vidro temperado em fachadas, porém jamais a partir do piso até um metro de altura. Seja em janela ou em fachada, esse vidro só deve ser instalado acima do peitoril, porque o temperado é passível de quebra espontânea, deixando o vão sem guarnição e levando risco aos ocupantes do imóvel. Nessas áreas, a norma técnica obriga o uso de vidros laminados que, se eventualmente quebrarem, permanecem unidos à película de laminação. Ou seja, o vidro de segurança por excelência é o laminado.

Na maioria dos países desenvolvidos, após a têmpera, o vidro passa por ensaios, para verificar se há algum defeito como microbolhas ou sujeiras. O teste é realizado em outro forno, que apresenta um desequilíbrio de temperaturas, diferente daquele da têmpera, o que força a quebra caso a peça tenha algum problema. Denominado Heat Soak Test, esse ensaio garante a qualidade do vidro temperado para qualquer uso, inclusive para coberturas. Como no Brasil não há esse tipo de controle de laboratório, o vidro temperado nunca deve ser usado em coberturas. Exceção feita ao vidro temperado laminado, pois, se quebrar, os fragmentos ficarão presos na película da laminação. Essa é uma solução de segurança e que resulta num vidro laminado de menor espessura, do que aquele que emprega chapas de vidro float.

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